Prestar atenção aos detalhes de fotos e vídeos pode ajudar a descobrir se eles foram gerados pela IA
FamilyStock/Shutterstock
Apesar de ser uma ferramenta extremamente útil, a inteligência artificial tem sido muito utilizada para criar fotos, vídeos e áudios falsos com o objetivo de enganar pessoas. Essas postagens podem espalhar mentiras, fazer propaganda enganosa e até aplicar golpes. Como a tecnologia evolui rápido, fica cada vez mais difícil saber o que é verdadeiro ou falso.
Esses conteúdos são criados a partir de fotos e vídeos reais disponíveis na internet, por onde a tecnologia copia vozes e rostos. Para não cair nessas armadilhas, é importante prestar atenção aos detalhes e desconfiar de postagens suspeitas.
Algumas imagens criadas por inteligência artificial são tão realistas que fica difícil notar a diferença. Mas existem alguns truques para identificar se um conteúdo é falso. Observe detalhes como mãos, orelhas e rostos, que podem ter falhas e assimetria (por exemplo, uma mulher pode usar brincos diferentes em orelhas com características diferentes). O fundo das fotos geradas por IA costuma ser desfocado e os objetos distantes não têm formas definidas. Roupas e acessórios podem parecer artificiais, e dentes podem ter formatos irreconhecíveis.
Para identificar um vídeo falso criado por inteligência artificial, preste atenção no rosto da pessoa. Note as texturas de pele, pelos, cabelos, manchas e olhos, pois eles costumam ter uma aparência lisa e sem relevo. Repare se há sombras ou brilhos fora do comum. Outra dica é observar se a boca da pessoa se move de forma sincronizada com o áudio, pois deepfakes costumam ter falhas nisso.
Outra forma de identificar imagens e vídeos falsos é procurar marcas d’água. Essa é uma alternativa menos precisa, pois não são todos os aplicativos de IA que colocam logotipos para sinalizar que o conteúdo foi criado artificialmente.
Em textos, preste atenção nas fontes citadas, pois podem estar erradas ou nem existir. Também é importante checar se as informações fazem sentido, se existe algum dado ou bibliografia em que a pessoa que escreveu o texto se baseou.
Alguns textos costumam falar sobre temas que chamam atenção, como saúde e empregos, mas podem espalhar informações falsas. Além disso, usam nomes e fotos de autores que não existem e não fornecem contatos reais. Para identificar esses problemas, fique atento à qualidade do texto – se está bem escrito, dentro das normas padrões da língua portuguesa – e veja se as informações parecem exageradas ou sensacionalistas. Também confira se os autores são reais e se os perfis deles parecem autênticos.
Outra dica importante é sempre pesquisar antes de acreditar em algo. Notícias sobre política, guerras ou polêmicas sempre aparecem na imprensa. Verifique se a informação foi publicada por fontes confiáveis. Também vale usar a busca reversa de imagens para descobrir a origem de uma foto e checar se ela já foi usada antes em outro contexto.
Por último, para não propagar desinformação, controle suas emoções. Mensagens que tentam causar medo ou raiva para mudar sua opinião não são confiáveis. A inteligência artificial pode ser usada para criar conteúdos falsos que tentam manipular você, principalmente em disputas políticas ou para prejudicar alguém. Também reflita sobre o contexto: esse conteúdo quer prejudicar alguém? Quem pode se beneficiar disso? Ele veio de uma fonte confiável? Sempre questione e busque mais de uma fonte antes de acreditar.
Fontes: Estadão e Educamídia
Glossário
Marca d’água: imagem ou texto translúcido usado para identificar e proteger arquivos. Também pode ser aplicada no papel, sendo vista apenas quando colocada contra a luz.
Logotipo: imagem usada para identificar uma marca, empresa ou produto. Também pode ser chamado de logo ou logomarca.
Bibliografia: conjunto de fontes de informação usadas para elaborar um texto.
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