Fred Greaves/Reuters/Fotoarena
No Peru, por exemplo, o fogo atingiu áreas de plantação e florestas nos Andes e na Amazônia peruana, tendo alcançado mais de 10 mil hectares – das 24 regiões que formam o país, 22 foram atingidas pelas chamas, o que afetou cerca de 2 mil pessoas.
O Serviço Nacional de Florestas e Vida Selvagem do Peru informou que ventos extremamente fortes e secas prolongadas criam condições para que o fogo se espalhe mais facilmente. São os efeitos das alterações climáticas que, dessa forma, influenciam esse cenário de destruição.
Outro país que teve grande número de incêndios florestais foi a Bolívia, que registrou até o meio de outubro pouco mais de 86 mil focos de incêndio, segundo dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil (Inpe), batendo seu recorde histórico de queimadas. Para ajudar a região, a União Europeia enviou um avião-tanque, enquanto o Brasil enviou bombeiros, pois há fogo na zona de fronteira entre os dois países.
Assim como no Peru, autoridades bolivianas disseram que as mudanças climáticas foram um fator importante para o aumento do fogo, bem como condições de calor e seca, que ajudaram em seu avanço.
Já em Portugal e nos Estados Unidos, incêndios florestais foram responsáveis por mais mortes e destruição. Em Portugal, as queimadas se espalharam por 25 cidades situadas nas regiões do norte e do centro do país. Nos Estados Unidos, o fogo destruiu dezenas de casas na região de Los Angeles, chegando a atingir pelo menos 19.400 hectares, o que equivale a quase o tamanho do estado de Sergipe.
QUEIMADAS OU INCÊNDIOS FLORESTAIS?
Embora ambos envolvam fogo, as queimadas e os incêndios florestais são fenômenos diferentes. Queimadas são praticadas por pessoas, geralmente com o objetivo de limpar áreas para agricultura ou pastagem. Esse fogo é controlado, mas, em algumas situações, pode se espalhar e causar danos. Já os incêndios florestais acontecem de forma natural ou acidental, como quando um raio atinge uma árvore. Esses incêndios podem se espalhar rapidamente, devastando grandes áreas de floresta e prejudicando o meio ambiente e a vida selvagem.
Fontes: Folha de S.Paulo, Agência Brasil, O Globo, Reuters e Agência France Presse
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