Economia

Bahia na liderança da energia renovável

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Usinas solares no interior da Bahia impulsionam a geração de energia limpa.
©Freepik

Dados divulgados em abril pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) indicam que a Bahia consolidou sua posição de liderança no cenário nacional de energias renováveis, com destaque para a liderança na geração eólica e a expansão consistente da energia solar.

Na geração de energia eólica no Brasil, a Bahia ocupa posição de destaque absoluto, respondendo por aproximadamente 37% da produção nacional em 2025. O desempenho reflete a infraestrutura que conta hoje com 381 usinas em operação, gerando uma potência outorgada de 11,8 gigawatts (GW).

Esse desempenho é impulsionado por um dos principais diferenciais do estado: o chamado “corredor de ventos”, caracterizado por ventos constantes, estáveis e unidirecionais, que garantem alta eficiência operacional dos parques eólicos instalados. Além disso, políticas de incentivo sustentam o crescimento do setor, ampliando investimentos, gerando empregos e impacto na economia dos municípios.

Os investimentos acumulados no setor já atingem cerca de R$ 77 bilhões, com impacto direto na geração de aproximadamente 118 mil empregos. Apenas em janeiro de 2026, a produção eólica alcançou 2.498 gigawatts-hora (GWh), volume capaz de atender milhões de residências.

No segmento solar, a Bahia também registra crescimento expressivo, consolidando- se como uma das principais referências do Nordeste. O estado conta com 101 usinas em operação, com potência outorgada de 2,97 GW, além de uma geração de 397 GWh em janeiro de 2026.

A expansão não se limita à geração centralizada, produzida nas grandes usinas. A geração distribuída — com sistemas instalados em residências, comércios e propriedades rurais — alcança 2,5 GW de capacidade instalada, estando presente em todos os 417 municípios baianos.

Em 2025, o crescimento foi significativo: 16% na geração centralizada e 23% na geração distribuída. Tal avanço é sustentado por níveis elevados de irradiação solar, superiores a 6 kWh/m² por dia, e pela estabilidade climática ao longo do ano, fatores que favorecem a previsibilidade e a eficiência dos sistemas fotovoltaicos.


Potência outorgada: É o limite de potência que uma usina pode gerar, definido por autorização oficial do governo (outorga).


IMPACTOS ECONÔMICOS

Além do papel estratégico na matriz energética, os setores eólico e solar exercem forte influência sobre a economia baiana: cria empregos diretos e indiretos; movimenta o comércio e serviços locais; leva o desenvolvimento econômico para cidades do interior.

Isso ajuda a reduzir desigualdades entre regiões e a fortalecer a economia de municípios afastados de grandes centros industriais.

Para o futuro, a Bahia ainda dispõe de um potencial estimado de centenas de gigawatts para expansão das energias renováveis. As condições naturais favoráveis, aliadas à experiência acumulada na atração de investimentos, posicionam o estado como protagonista na transição energética brasileira.

O modelo adotado combina crescimento econômico com ampliação de uma matriz energética limpa e sustentável, alinhando-se às demandas globais por redução de emissões e diversificação das fontes de energia.

Fontes: Portal Governo Estado da Bahia e Jornal Grande Bahia.

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