EHT Collaboration
No centro de nossa galáxia, a Via Láctea, existe um buraco negro gigantesco chamado Sagittarius A*, cerca de 4 milhões de vezes mais pesado que o Sol. Cientistas usaram o telescópio James Webb para observar buracos negros como esse, e as descobertas mudaram o que sabíamos sobre eles.
Em um estudo publicado na revista Nature Astronomy, por exemplo, astrônomos analisaram um buraco negro chamado LID-568, que estava presente quando o Universo tinha apenas 1,5 bilhão de anos, muito mais jovem do que é hoje. Esse buraco negro é 10 milhões de vezes mais pesado que o Sol!
Os buracos negros são tão poderosos que sua gravidade puxa tudo o que está ao redor, até a luz! Quando isso acontece, eles crescem mais e mais. No caso do LID-568, ele estava “engolindo” material a uma velocidade muito maior do que a normal, e os cientistas querem entender como isso é possível. Eles acreditam que os buracos negros podem ter crescido rapidamente por meio de um processo chamado acréscimo, que é quando eles sugam gás, poeira e até estrelas ao seu redor.
Além desses buracos negros, os cientistas descobriram outros ainda maiores em outras galáxias! Alguns podem ser grandes o suficiente para engolir todo o nosso Sistema Solar! Um dos maiores já conhecidos, chamado Ton 618, tem 66 bilhões de vezes a massa do Sol e está a bilhões de anos-luz da Terra.
O mais curioso é que, no início do Universo, esses buracos negros podem ter se formado de uma maneira diferente das estrelas que vemos hoje. Talvez eles tenham se se constituído por meio da morte de estrelas gigantes ou até de enormes nuvens de gás. De qualquer forma, o estudo desses buracos negros continua. Quem sabe o que mais os cientistas poderão descobrir sobre esses gigantes do espaço?
Fontes: BBC, Folha de S.Paulo
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