Ciência

Estudantes baianos criam chocolate para diabéticos

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O projeto foi desenvolvido por estudantes do curso técnico de Biotecnologia
©Divulgação

Que o chocolate está no topo da lista de preferências para pessoas de todas as idades, nós já sabemos. Mas, chocólatras ou não, uma coisa é certa: o consumo de chocolate exige cuidado e atenção, especialmente para quem tem problemas de altos níveis de açúcar no sangue, o chamado diabetes.

E foi pensando nisso que estudantes baianos desenvolveram um chocolate especialmente para pessoas com diabetes tipo 2, uma forma mais comum da doença e que acomete entre 16 a 20 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes.

Após meses de pesquisa e testes, Lívia Bispo, de 17 anos, Elias Costa, de 18, e Adígena Neta, também de 17 anos, sob orientação do professor Lucas da Conceição, batizaram o produto de “ChocoMed”. Eles fazem parte do curso técnico em Biotecnologia do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Rio das Contas (Cetep/ MRC), em Ipiaú, no interior da Bahia.Com cerca de 80% da população autodeclarada negra, Salvador é a capital com maior quantidade de afrodescendentes fora do continente africano. É aqui que as heranças africanas na cultura, arte e gastronomia se reúnem em um mesmo espaço.

O produto combina sabor e saúde ao utilizar ingredientes com baixo índice glicêmico e propriedades funcionais, como cacau 70%, sementes de abóbora e melão- de-São-Caetano. “Mergulhamos em pesquisas para entender melhor quais ingredientes seriam mais adequados, quais processos deveríamos utilizar e como desenvolver o produto da melhor forma possível”, contou Lívia Bispo.

A proposta é oferecer uma alternativa mais saudável ao consumo de doces, sem adição de açúcar e com menor impacto nos níveis de glicose no sangue. Além de buscar benefícios à saúde, a iniciativa também valoriza a produção local de cacau e incentiva a economia regional.

O ChocoMed segue em fase de desenvolvimento, com testes e análises em andamento. A expectativa dos estudantes é ampliar o projeto e transformá-lo em uma linha de produtos, embora a comercialização ainda dependa de novos estudos, patentes e apoio financeiro.

Fontes: G1, Notícia Boa Bahia e Diário do Comércio.

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