Brasil

País vive maior seca em 70 anos

O Brasil está vivendo a maior seca em mais de 70 anos. A situação não era tão grave desde 1950, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

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Leonardo Benassatto/Reuters/Fotoarena

O país tem uma área de 8 milhões de km², e cerca de 5 milhões deles estão em alguma condição de seca, ou seja, mais da metade do território. “Olhando o país como um todo, a seca de 2024 já é a mais extensa da história recente”, avalia a pesquisadora e especialista em secas do Cemaden, Ana Paula Cunha.

Essa seca é um dos motivos que fizeram os incêndios florestais baterem recorde. Algumas regiões já passaram mais de seis meses sem chuvas neste ano. É uma situação que aumenta o risco de o fogo se propagar.

O período de seca, também chamado de estiagem, chegou mais cedo neste ano. Um dos fatores é que as temperaturas ficaram muito altas. O mundo registrou, em agosto, o mês mais quente da história. No Brasil, não foi diferente. Para se ter uma ideia, a temperatura média do período dos meses de junho, julho e agosto ficou 2°C acima da média em São Paulo, de acordo com o Cemaden.

Em agosto, 3.978 municípios estavam com algum grau de seca. A previsão é de que o número suba para 4.583, com 232 em seca severa em setembro. Para entender como a situação está espalhada, o Brasil tem 5.569 cidades, incluindo nessa conta a capital do país, Brasília.

A situação pode ficar ainda mais grave, porque a meteorologia avalia que a época de chuvas deve atrasar neste ano. A especialista do Cemaden diz que todo o centro e o norte do país podem ter piora de secas nos próximos três meses.

A previsão é de que as chuvas só voltem ao Brasil com maior intensidade a partir de novembro.

Estiagem afeta 12 grandes rios do país

Um estudo da Universidade Federal de Alagoas divulgado em setembro mostra que a seca que o Brasil enfrenta já afetou 12 grandes rios do país. Com isso, vários deles estão batendo recordes de nível baixo.

A situação mais grave é a do rio Madeira, afluente mais importante do rio Amazonas que atingiu em setembro o menor nível de água desde que o Serviço Geológico do Brasil (SGB) começou a acompanhar. Na medição feita no dia 14 daquele mês, o Madeira estava com 41 centímetros.

Isso fez com que áreas muito grandes que costumavam ser o leito do rio virassem bancos de areia. Também dificultou a vida de diversas pessoas que moram na beira do Madeira e usavam barcos como meio de transporte, por exemplo. Agora, elas precisam caminhar para comprar comida, estudar e trabalhar.

Outro rio bastante afetado foi o Solimões, que é a continuação do Amazonas. Em alguns trechos, ele atingiu o menor nível histórico também, prejudicando a vida dos moradores. Cidades do interior de Amazonas podem ficar isoladas por causa disso.

A lista dos grandes rios afetados pela seca, elaborada pela Uni-versidade Federal de Alagoas, inclui os seguintes: Manso (MT), Paranaíba (MG), Jequitinhonha (MG e BA), Tocantins (TO), Paraná (PR, SP e MS), Mamiá (PA), Tefé (AM), Badajós (AM), São Francisco (MG, DF, GO, BA, PE, AL e SE) e Juruá (AC e AM).

O professor Humberto Barbosa, responsável pelo estudo, comenta que um dos resultados da seca na Amazônia é a diminuição da chuva nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. “Essas duas regiões dependem da umidade vinda da Amazônia.”

Fontes: Cemaden, Agência Brasil, Metrópoles, G1 e Portais Gizmodo

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