Bruno Kelly/Reuters/Fotoarena
De todos os focos de incêndio detectados, 49,4% aconteceram na Amazônia, 32,1% no Cerrado e 6% no Pantanal. Este último, apesar de ter registrado menos casos do que os demais, foi o bioma em que o número de incêndios mais aumentou: 1.240% a mais do que em 2023.
Em apenas 48 horas, foram registrados na Amazônia 466 focos de calor no território do Pará e 189 no Mato Grosso. Meteorologistas preveem que, até dezembro, a incidência de chuva em grande parte da região Norte será inferior à média histórica, com baixos níveis de umidade no solo.
No mesmo período, no Cerrado, os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia registraram 826 focos de calor. A região está sob alerta de baixa umidade, o que gera mais risco de incêndios florestais.
O governo brasileiro afirmou que 3.732 profissionais estão trabalhando para controlar os incêndios florestais e que foram disponibilizadas 28 aeronaves para ajudar nessa empreitada.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse que o governo federal está se mobilizando para atender todos os estados afetados. “Estamos constantemente monitorando e avaliando os mais variados casos. Não por acaso, mantemos uma Sala de Situação para discutir ações emergenciais diante das mudanças climáticas, que se tornam cada vez mais frequentes e severas”, acrescentou.
Fontes: Agência Brasil, Folha de S.Paulo, Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), MapBiomas
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