Meio Ambiente

Chegada do El Niño é confirmada

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A confirmação de formação do El Niño é um alerta global devido aos riscos de desastres naturais.
Chamika Jayasri/Unsplash

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) confirmou nesta quinta-feira (11/6) a formação do El Niño. O fenômeno climático ocorre quando as águas do Oceano Pacífico, perto da linha do Equador, ficam mais quentes que o normal. Esse aquecimento altera o clima em várias partes do planeta, mudando a quantidade de chuvas e a temperatura, o que aumenta o risco de desastres naturais.

O fenômeno ocorre com frequência a cada dois a sete anos, tem duração média de doze meses e gera impacto direto no aumento da temperatura global. Apesar de ocorrer há muitos anos, hoje é um fenômeno que ocorre no planeta já afetado pelo aquecimento global, o que pode tornar seus impactos ainda mais intensos.

No Brasil, os efeitos podem ser diferentes em cada região. No Norte e em parte do Nordeste, o El Niño tende a reduzir as chuvas e agravar os períodos de seca. Na Amazônia, por exemplo, a previsão é de menos chuva, o que aumenta o risco de queimadas e incêndios florestais. Já na região Sul, costuma provocar chuvas mais fortes e enchentes. Foi o que aconteceu em 2024, quando o Rio Grande do Sul enfrentou enchentes históricas e a Amazônia sofreu uma das secas mais graves já registradas. No Sudeste e no Centro-Oeste, os impactos podem ser mais irregulares, com calor mais intenso, pancadas de chuva mal distribuídas e mudanças das frentes frias.

Os cientistas medem a intensidade do El Niño observando a temperatura do oceano. Quando o aquecimento das águas passa de 2°C acima da média histórica, o fenômeno é classificado como “muito forte”.


Ainda não é possível dizer se o fenômeno confirmado agora será um “super El Niño”. O termo não é uma categoria científica oficial, mas costuma ser usado para descrever eventos muito intensos.


Segundo os cientistas da NOAA, “há 63% de probabilidade de um El Niño muito forte durante o período de novembro a janeiro, que se classificaria entre os maiores eventos El Niño já registrados historicamente, desde 1950”.

Além do Brasil, outros países também podem sentir os efeitos. Na Índia e em partes da Ásia, por exemplo, há preocupação com a falta de chuva, que pode prejudicar plantações de arroz, soja e algodão. Já nos Estados Unidos, especialistas acreditam que o El Niño pode diminuir a quantidade de furacões no oceano Atlântico.

Mesmo com as previsões, os pesquisadores lembram que cada episódio do El Niño é diferente. Por isso, ainda não é possível saber exatamente quais serão seus impactos. O que os cientistas já sabem é que acompanhar o clima e se preparar para possíveis mudanças será cada vez mais importante nos próximos anos.

Fonte: Agência Brasil

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