Durante muito tempo, os jogos de tabuleiro marcaram presença nas escolas, mas, com a popularização dos celulares, acabaram esquecidos. Agora, eles estão de volta!
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Desde o início do ano, quando foi decretada a lei que proíbe o uso de celulares nas escolas brasileiras – exceto em atividades pedagógicas, com autorização dos professores, ou em casos específicos de saúde e inclusão –, mudanças significativas vêm sendo observadas nas escolas.
Educadores e gestores têm notado grandes avanços no ambiente escolar. Entre as melhorias, destacam-se o aumento da concentração dos estudantes, a redução de conflitos e o resgate de brincadeiras tradicionais durante os intervalos.
Em algumas instituições, os celulares são recolhidos na entrada das aulas e devolvidos apenas ao final delas.
Essa pausa no uso de dispositivos eletrônicos tem favorecido aos estudantes uma reconexão com o ambiente escolar e com os colegas, além de diminuir as distrações em sala de aula.
Outro impacto positivo apontado pelas escolas é a redução de conflitos. Sem o celular, muitos estudantes passaram a se relacionar de forma mais direta e respeitosa.
Segundo o Ministério da Educação, a proibição do uso de celulares tem como objetivo não apenas melhorar o desempenho dos estudantes, mas também proteger a saúde mental, com o objetivo de diminuir quadros de ansiedade, dependência digital e casos de cyberbullying.
Essa iniciativa torna-se ainda mais relevante diante do cenário global apresentado pelo KidsRights Index 2025 – uma pesquisa anual dos direitos da criança –, que apontou uma crise grave relacionada à saúde mental das crianças e adolescentes.
O relatório alerta que o bem-estar desses jovens chegou a um ponto crítico, agravado pelo uso excessivo de redes sociais e dispositivos eletrônicos.
Nos intervalos das aulas, sem os celulares, brincadeiras antes esquecidas voltaram à rotina escolar.
Estudantes retomaram atividades como pular corda, jogar amarelinha, brincar de roda, se divertir com jogos de tabuleiro e cartas e até mesmo criar jogos com cartas feitas à mão!
Contudo, embora os resultados iniciais sejam positivos, especialistas ressaltam que a lei, sozinha, não resolve o problema. Para que a mudança seja eficaz, é fundamental investir na formação de professores e assegurar que as exceções sejam respeitadas.
O uso consciente da tecnologia continua sendo o objetivo principal, e a proibição nas escolas pode funcionar como um ponto de partida para debates sobre o papel das telas na vida de crianças e adolescentes.
Fontes: G1, GHZ, Carta Capital e KidsRights
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