Hoje em dia, é comum ver guichês automatizados no lugar dos caixas de atendimento
ML Robinson/Shutterstock
Produzido com base em entrevistas com mais de mil grandes empresas de todo o mundo, o relatório “O Futuro do Emprego 2025” destaca principalmente o impacto da inteligência artificial (IA). Além disso, avalia que as novas tecnologias colocam em risco algumas das vagas de trabalho que conhecemos hoje, mas que a demanda por novos profissionais prevalecerá.
Não é incomum que tecnologias como a inteligência artificial sejam vistas como ameaças, uma vez que entregam com facilidade e rapidezas tarefas que um ser humano realiza com esforço. E, de fato, estima-se que 92 milhões de postos de trabalho deixarão de existir nos próximos anos devido à automação e ao avanço das tecnologias digitais.
Contudo, as empresas que participaram do estudo acreditam que o uso da tecnologia em um mundo em constante transformação deve resultar no aumento do número total de ofertas de emprego. Estima-se que 170 milhões de novos postos serão criados nos próximos anos, resultando em um saldo de 78 milhões de vagas de emprego.
De acordo com o relatório, alguns dos empregos ameaçados pela IA são: caixas de atendimento, assistentes administrativos, designers gráficos, atendentes de telemarketing e contadores.
Além disso, o trabalho terá um aumento na demanda por mão de obra qualificada. Alguns empregos que estarão em alta nos próximos anos são das áreas: de linha de frente (como trabalhadores rurais, motoristas de entregas e operários da construção civil), da saúde e cuidado, da educação (como professores), robótica, analistas e cientistas de dados, cibersegurança, machine learning e engenharia ambiental. Ou seja, funções que têm demanda de profissionais especializados.
Muitas dessas profissões em crescimento podem ser enquadradas como STEM, ou seja, aquelas relacionadas às áreas de Ciência (Science), Tecnologia (Technology), Engenharia (Engineering) e Matemática (Mathematics). Esse fator se apresenta como uma dificuldade para o Brasil, pois cada vez mais se observa uma queda no número de engenheiros formados no país.
O relatório aponta que o principal desafio para as empresas será a lacuna de habilidades gerada pelas transformações tecnológicas, uma vez que a força de trabalho não está preparada para lidar com a velocidade dessas transformações.
Nesse cenário, as empresas terão de conseguir o equilíbrio entre a adoção das novas tecnologias e ferramentas e a valorização e capacitação de suas equipes, visando criar um mercado de trabalho mais dinâmico, inovador e inclusivo.
Glossário
Machine learning: Área da inteligência artificial que ensina computadores a aprenderem por conta própria.
Fontes: Forbes, CNN Brasil, Exame e Fórum Econômico Mundial
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