Quase metade das moradias brasileiras sofre com a falta de saneamento básico
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Em 22 de março é celebrado o Dia Mundial da Água, uma data para refletirmos sobre a falta de água potável e saneamento básico. A água é essencial para a vida, mas bilhões de pessoas ao redor do mundo ainda sofrem com a escassez desse recurso.
No nosso país, quase 32 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada, e 90 milhões vivem sem coleta de esgoto. Isso significa que muitas crianças e famílias podem adoecer devido ao consumo de água contaminada. Diarreia, verminoses e dengue são doenças comuns em regiões sem saneamento adequado. Em 2024, mais de 344 mil brasileiros foram internados por esse motivo.
O avanço do saneamento no Brasil tem sido muito lento. Entre 2006 e 2022, o acesso à água tratada cresceu apenas 4,6%, e o tratamento de esgoto aumentou 14% ao longo de 16 anos. Atualmente, 46,3% das moradias brasileiras sofrem com a falta de saneamento, principalmente em áreas rurais e em periferias das grandes cidades.
A crise mundial da água
O problema da água não se restringe ao Brasil. Segundo a Unicef, menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. Cerca de 4 bilhões de pessoas enfrentam falta de água pelo menos um mês por ano. E, em 2025, 1,8 bilhão de pessoas viverão em regiões com escassez extrema de água.
Outro problema preocupante é o desperdício. Nos Estados Unidos, vazamentos domésticos desperdiçam quase 1 trilhão de galões de água por ano. No mundo, a agricultura consome 70% de toda a água doce disponível, e algumas dietas exigem um consumo maior de água do que outras. Produzir um quilo de carne bovina, por exemplo, pode demandar até 15.000 litros de água.
Fontes: Unicef, ONU e Instituto Trata Brasil
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