Ao respeitar as escolhas dos outros e lutar contra a discriminação, ajudamos a construir um mundo mais justo e equilibrado para todos
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Imagine homens e mulheres podendo escolher uma profissão, cuidar da casa ou da família de forma compartilhada e participar igualmente da política e da economia. Esse é um direito fundamental que ajuda a criar uma sociedade mais justa, sem violência e com mais oportunidades para todos.
Apesar dos vários avanços nas últimas décadas, o Brasil ainda enfrenta grandes desafios quando o assunto é igualdade entre homens e mulheres. No ano passado, o Fórum Econômico Mundial divulgou o relatório sobre o Índice Global de Disparidade de Gênero 2024, e o Brasil não teve um bom desempenho.
O país caiu para o 70º lugar, o que significa que, apesar de alguns progressos, ainda estamos muito longe de alcançar a igualdade entre homens e mulheres. O relatório mostrou que levará aproximadamente 134 anos (ou seja, cinco gerações!) para que o mundo atinja a paridade total.
O Índice Global de Disparidade de Gênero avalia a igualdade de gênero em quatro áreas principais: participação econômica, educação, saúde e participação política. No Brasil, algumas dessas áreas tiveram avanços, mas outras ainda precisam de muita atenção. Vamos analisar cada uma delas:
- Participação econômica: A participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou nos últimos anos, mas o Brasil ainda está longe de alcançar a igualdade plena. Em 2021, elas representavam 77,2% da força de trabalho no país. No entanto, esse número caiu para 72,6% em 2024. Isso mostra que as mulheres estão ocupando espaços no mercado, mas ainda enfrentam dificuldades. Uma boa notícia é que elas estão conquistando cada vez mais lugares de destaque, o que ajuda a reduzir essa desigualdade.
- Educação: Nessa área, o Brasil tem motivos para se orgulhar. O país alcançou quase 100% de paridade educacional, com meninos e meninas tendo acesso igual à educação. Trata-se de um avanço enorme, já que a educação é um dos pilares para garantir que as futuras gerações tenham as mesmas oportunidades, independentemente do gênero.
- Saúde: No Brasil, a saúde das mulheres está em boas condições, com uma pontuação de 98% no cálculo sobre os dados de saúde e sobrevivência. Isso significa que elas têm acesso a cuidados médicos quase iguais aos dos homens, e a diferença na expectativa de vida, que antes era grande, está diminuindo.
- Participação política: Esse item ainda é um grande desafio. Embora o Brasil tenha melhorado em alguns aspectos, a participação das mulheres nos cargos políticos é bastante baixa, com apenas 22% de representação. Em cargos de liderança, como ministérios, as mulheres são ainda mais raras. Esse é um dos principais motivos pelos quais o Brasil perdeu posições.
O relatório revela ainda que, no ranking global, a Islândia continua a ser o país líder em igualdade de gênero, tendo eliminado mais de 90% das desigualdades. Finlândia, Noruega e Nova Zelândia também estão no topo da lista, alcançando níveis muito altos de igualdade. Esses países têm políticas públicas muito fortes, educação igualitária e maior participação feminina em cargos de liderança e na política.
Observe que, mesmo com vários exemplos positivos, nenhum país do mundo conseguiu alcançar 100% de igualdade até hoje. Isso nos mostra que ainda temos um longo caminho pela frente.
Glossário
Expectativa de vida: Cálculo feito com base no número médio de anos que uma pessoa pode viver em determinado local, de acordo com dados de nascimento e morte da população.
Fonte: Forbes
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