A nova vacina deve proteger até 89% dos casos graves da dengue
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Há alguns meses, a dengue tem sido um dos assuntos mais comentados no Brasil. Isso porque o número de casos em muitas regiões do país é preocupante. Até o dia 13 de fevereiro de 2025, o Brasil já havia registrado mais de 280 mil casos prováveis da doença. Em São Paulo, a situação se tornou ainda mais grave: o estado declarou situação de emergência após confirmar 124 mil casos e 113 mortes só neste ano.
Apesar dessas notícias difíceis, uma novidade traz esperança: o Ministério da Saúde anunciou uma nova vacina contra a dengue, e o melhor de tudo é que ela será 100% produzida no Brasil, resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e a empresa WuXi Biologics. Outra boa notícia é que a vacina será de dose única — ou seja, basta tomar uma vez para estar protegido. A partir de 2026, ela será oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 2 a 59 anos.
A eficácia também é animadora: a vacina pode proteger 79,6% das pessoas contra os sintomas da dengue e 89% contra casos graves. Além disso, ela protegerá contra os quatro tipos diferentes do vírus.
Atualmente, o SUS oferece a vacina Qdenga, indicada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que precisa de duas doses para garantir a proteção.
Enquanto a nova vacina não fica disponível, cada um pode ajudar na prevenção. Evitar água parada, usar repelente e ficar atento a possíveis focos do mosquito são atitudes simples, mas que fazem toda a diferença.
Glossário
Declaração de situação de emergência: Medida especial que permite a liberação de verba extra, a compra de equipamentos e suprimentos, além da contratação emergencial de profissionais. Tudo isso para resolver o problema o mais rápido possível.
SUS: Reconhecido como um dos maiores sistemas públicos do mundo, beneficia cerca de 180 milhões de pessoas e realiza 2,8 bilhões de atendimentos por ano, desde consultas simples até transplantes de órgãos. Foi criado em 1988 e garante aos brasileiros atendimento de saúde gratuito.
Fontes: Globo.com e Fiocruz
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