O meteoro 2024 YR4 pode ser chocar com a Terra em 2032
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Há 66 milhões de anos, um meteoro caiu na terra e pôs fim à era dos dinossauros. Por isso, se você acompanha as notícias, deve estar com um frio na barriga só de imaginar a possibilidade de essa cena se repetir. Mas vamos com calma.
Desde o final do ano passado, cientistas da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA) estão monitorando o 2024 YR4, um meteoro que tem 3,1% de chance de se chocar com a Terra em 2032. Até agora, sabemos que ele pode medir entre 40 e 90 metros de diâmetro e atingir regiões como Índia, Paquistão, Nigéria, Venezuela, Colômbia e Equador.
Apesar de a chance ser pequena, quando a probabilidade de colisão passa de 1%, segundo informações da Rede Internacional de Alerta de Asteroides, é preciso começar a se preparar e avisar as autoridades dos Estados Unidos e da ONU (Organização das Nações Unidas).
Todos os dias, pequenos corpos celestes entram na órbita da Terra. Porém, ao atingirem a atmosfera, a maioria deles queima ou explode antes de tocar o solo. Então, não há motivos para pânico, apenas monitoramento.
O Impacto
Se o 2024 YR4 realmente atingir a Terra em 2032, os cientistas calculam que ele liberará uma energia equivalente a 500 bombas atômicas como as de Hiroshima. Isso seria suficiente para causar danos em uma área de até 2.150 quilômetros quadrados – quase 11 vezes o tamanho de Buenos Aires.
Evento de Tunguska
Este foi o maior evento de impacto na Terra já presenciado pelos seres humanos. Em 1908, o meteoro Tunguska explodiu antes de tocar o solo, na região da Sibéria. Porém, a energia gerada foi suficiente para derrubar mais de 80 milhões de árvores e gerar uma onda de calor que se espalhou pela Alemanha e pelo Reino Unido. Cientistas estimam que o meteoro explodiu a uma altitude de 5 a 10 km, com uma velocidade de 98 mil km/h.
Glossário:
Corpos Celestes: são todos os objetos que se encontram no espaço sideral, como estrelas, planetas, cometas e meteoros.
Hiroshima: Cidade do Japão que foi praticamente toda destruída por uma bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945.
Fontes: UOL, Globo.com e Revista Superinteressante
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