Reprodução/Editora Companhia das Letras
Em seu livro A geração ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais, o psicólogo Jonathan Haidt tenta explicar por que tantos jovens estão enfrentando problemas de saúde mental. Ele acha que isso tem muito a ver com duas coisas: o uso exagerado de redes sociais e a falta de brincadeiras e liberdade no mundo real.
Haidt explica que a Geração Z, formada por pessoas que nasceram entre 1995 e 2012, foi a primeira a crescer usando celulares e redes sociais desde cedo. Essas tecnologias, mesmo sendo muito úteis, podem trazer problemas, principalmente para quem está na adolescência, fase importante na formação da identidade. Segundo Haidt, as redes sociais fazem com que os jovens passem muito tempo preocupados com curtidas, seguidores e o que postar. Isso pode causar ansiedade, porque todo mundo parece ter uma vida perfeita nas fotos, mesmo que na vida real não seja bem assim. Além disso, ficar muito tempo no celular pode atrapalhar o sono e diminuir a atenção.
Outro ponto importante é que, hoje em dia, as crianças têm menos tempo para brincar e explorar o mundo sozinhas. Isso é ruim, porque brincar ajuda a desenvolver habilidades importantes, como lidar com frustrações e se relacionar com outras pessoas. Por isso, Haidt dá algumas sugestões: nada de celulares antes do Ensino Médio, redes sociais só depois dos 16 anos, escolas sem celulares e mais brincadeiras livres no mundo real.
Mesmo que nem todo mundo concorde com Haidt, é importante pensar sobre como a tecnologia é usada. Estar conectado é legal, mas o mundo real, com amigos de verdade e experiências fora da tela, é ainda mais importante.
Fonte: Estadão
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