Sociedade

Aumentam os registros de ansiedade entre crianças e jovens

A ansiedade tem se tornado uma grande preocupação para especialistas em saúde mental.

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Se você assistiu a Divertida Mente 2, deve se lembrar de quando Riley, uma adolescente de 13 anos, teve uma crise de ansiedade. Mas o que a ansiedade e a cena de um filme têm a ver com os jovens brasileiros?

Tudo a ver! Tanto no Brasil quanto no mundo, a ansiedade tem se tornado uma grande preocupação. Por aqui, o número de casos de ansiedade entre crianças e adolescentes superou o de adultos pela primeira vez, segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Aos 11 anos, uma das pacientes relata a dificuldade de controlar as emoções: “Eu começo a roer muito a unha e a estalar os dedos. Fico eufórica, e quando está acontecendo alguma coisa, eu quero contar para todo mundo e não consigo dormir direito”.

Não há uma causa específica para a ansiedade infantil ou adolescente. O diagnóstico pode aparecer em crises por causa de dinheiro e em casos de pouco convívio com a família. No entanto, segundo alguns especialistas, como o psicólogo estadunidense Jonathan Haidt, autor do livro A geração ansiosa, o uso excessivo de telas piora o quadro.

De acordo com um levantamento da Electronics Hub, um site de informações eletrônicas, o Brasil é um dos países em que se passa o maior tempo utilizando smartphones, telas e dispositivos eletrônicos. Em média, são nove horas diárias de uso de telas. Se você pensar que o brasileiro passa 16 horas por dia acordado, vai concluir que mais da metade desse tempo ele passa olhando para um smartphone ou para uma televisão.

E o que dizem os médicos? 

Diante desses números, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) fez novas recomendações, agora com foco especial nas escolas, nas leis que protegem os direitos das crianças e adolescentes na internet e nos riscos do ambiente virtual.

A doutora Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho de Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria, enfatiza: “Estudos mostram que há aumento de riscos e problemas de saúde e comportamentais com o uso de mais de quatro ou cinco horas por dia. Pensando nos adolescentes que gostam de videogames, isso é extremamente prejudicial para a saúde física e mental dos jovens”.

Foi justamente por esses fatores que o Senado Federal aprovou em 18 de dezembro o Projeto de Lei 104/2015, que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas. Ele prevê a proibição do uso de aparelhos portáteis, principalmente telefones celulares, dentro da sala, no recreio e também nos intervalos. E isso para todas as idades. O uso será permitido apenas para fins estritamente didáticos, com orientação do professor.

Alguns países, como França, Holanda e China, já têm legislação que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas.

Com apoio do Ministério da Educação e de boa parte da sociedade, o projeto brasileiro agora só depende da aprovação do presidente da República. Com isso, a proibição já deverá valer em 2025.

Entre as principais recomendações, destacam-se as orientações sobre o tempo de telas das crianças:

 

  • De zero a 2 anos de idade: sem telas.
  • De 2 a 5 anos de idade: uma hora por dia, com supervisão dos pais ou responsáveis.
  • De 6 a 10 anos: uma a duas horas por dia, no máximo, e sempre com supervisão.
  • Adolescentes entre 11 e 18 anos: de duas a três horas por dia, e nunca à noite.

 

Freepik

 

 

 

 

Fontes: G1, O Globo, Folha de S.Paulo, Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria

 

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