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Nos últimos anos, a Europa tem trabalhado para substituir o uso de fontes poluentes, como carvão e petróleo, por alternativas menos prejudiciais ao meio ambiente. Dados recentes mostram que, no ano passado, a região conseguiu reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 8%, um passo significativo na luta contra as mudanças climáticas.
A Agência Europeia do Meio Ambiente (AEA) afirmou que essa é a maior redução desse índice em décadas e representa uma queda de 37% em comparação com os níveis registrados em 1990. Segundo a instituição, “essa diminuição considerável deve-se a uma redução significativa na utilização de carvão e ao crescimento das fontes de energia renováveis, além de uma redução no consumo de energia em toda a Europa”. Atualmente, 24% da energia consumida na Europa é produzida com fontes renováveis, como a energia eólica e a solar.
Com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, a Europa enfrenta uma crise energética, pois o continente depende da compra de combustíveis fósseis russos para atender a suas necessidades. Essa situação apontou para a necessidade de diversificar as fontes de energia e garantir reservas energéticas, concentrando-se em alternativas mais ecológicas.
A Grã-Bretanha, por exemplo, está testando formas de incentivar a população a usar as energias renováveis. O governo britânico tem oferecido descontos em contas de luz para quem consome energia fora dos horários de pico, além de apoiar financeiramente a instalação de painéis solares. A ideia é estimular hábitos mais sustentáveis e tornar a energia renovável acessível para mais pessoas.
Na cidade de Halifax, uma ideia criativa está em prática. Por ser uma região montanhosa e com muito vento, o governo investiu na produção de energia eólica. Quando o vento está forte, a população recebe notificações nos celulares avisando que a energia elétrica está mais barata, pois com isso a energia eólica é produzida com mais facilidade.
Incentivos como esses mostram como o esforço para realizar a transição energética para fontes mais sustentáveis deve ser feito em colaboração entre os governos e a comunidade. Embora o continente europeu tenha avançado bastante, atingir a meta de 55% de redução de emissões de gases de efeito estufa até 2030 ainda exige maior investimento governamental e adesão da população.
Fonte: Folha de S.Paulo
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